Tarsila do Amaral – Vida e Obra.
Nasceu no dia 1º de setembro de 1886, em Capivari- SP numa família rica de barões do café. Tarsila apreciava muito passear pela grande fazenda São Bernardo onde morava. A menina Tarsila, muito viva e inteligente, corria pelos pastos, subia em árvores e dava nome ás grandes pedras arredondadas e aos castos que encontrava perto das fazendas de café. Tarsila fazia bonecas de mato e divertia-se a valer ao lado de seus quarenta gatinhos!
Apesar de morar em uma fazenda, sua vida era requintada. Tudo o que consumia era importado da Europa. Tarsila parecia uma princesinha: tanto seus tecidos de brincar como de passear eram franceses.
Tarsila, seus pais e seus seis irmãos formavam uma família harmoniosa. Sua mãe alegrava o ambiente tocando piano e recontando histórias que lia. Seus pai recitava, com os filhos, versos em francês.
Ainda pequenininha Tarsila fez seu primeiro desenho: uma cesta de flores e uma galinha rodeada de pintinhos.
Aos 16 anos, foi estudar em Barcelona e continuou a fazer desenhos que mostrava aos colegas, dos quais recebia muitos elogios.
Tarsila tornou-se numa mulher bela e inteligente, casou-se e teve uma linda menina chamada Dulce. Depois disso passou a estudar de tudo um pouco: escultura, desenho e pintura. Em pouco tempo, talentosa e dedicada como só ela...Tarsila foi estudar em Paris com os melhores professores de pintura.
Tarsila além de pintar gostava muito de viajar e aprender coisas novas. Gostava também de estar com seus amigos no Brasil. Ela fazia desenhos e pinturas de cada um deles.
Em uma de suas viagens ao Brasil enquanto passeava pelas montanhas alterosas de Minas Gerais, Tarsila descobriu os temas brasileiros que depois se constituíram na alma de sua pintura e partir daí inicia uma fase conhecida como PAU BRASIL, que durou em torno de três anos: são velhas cidades, o homem rude das matas, as flores silvestres e o forte colorido da natureza que se transportam para suas telas com toda vivacidade.
Os tipos humanos , caboclos e negros tipicamente brasileiros e a tranqüilidade das pequenas cidades dentro de combinações de tons rosa e azul encantam quem vê os quadros dessa fase.
Outra coisa que Tarsila gostava de fazer era dar presentes e como surpresa de aniversário para seu marido, o escritor Oswald de Andrade, pintou o quadro Abaporu, em 1928. Só que ela não imaginava que todos ficariam tão espantados com sua obra.
Até a própria Tarsila se perguntava como havia conseguido criar uma figura tão estranha! Talvez fosse uma lembrança de infância, das histórias de assombração ou lendas constadas pelas negras da fazenda em que viveu. Sua emoção deve ter ´´reinventado´´ as histórias na pintura.
A obra Abaporu tornou-se muito famosa e o mais valioso quadro brasileiro. Além disso, deu início ao MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO. A intenção era criar um ser antropófago- e o nome saiu mesmo de um dicionário tupi-guarani que significa o ´´gigante que come carne humana´´. Nesse momento Tarsila pintou telas que mostravam imagens de pureza e de liberdade da infância, provavelmente.
Mas nem tudo foi sempre tão bom para Tarsila. Ela que sempre teve uma vida confortável, passou a ter muitas dificuldades por conta da crise financeira que atingiu o mundo todo em 1929. Nesse período Tarsila correu até o risco de perder a fazenda onde morava e teve que trabalhar para se manter.
Tarsila conheceu o caminho da riqueza para a pobreza e a partir dissodeu início a uma fase artística conhecida como SOCIAL, quando fez pinturas que mostravam a vida difícil e sofrida das pessoas, das crianças, das famílias, dos trabalhadores.
Na década de 40, Tarsila esteve no auge de sua arte. Tornou-se muito famosa e fazia muitas exposições em muitas galerias.
Em 1953, O Parque do Ibirapuera foi completamente remodelado para as comemorações dos 400 anos de São Paulo e Tarsila participou com um mural no evento.
Tarsila tem seu trabalho apreciado e considerado em exposições de arte moderna no Brasil e no mundo.
Referencia
REGO, Ligia; BRAGA, Ângela. Tarsila do Amaral- mestres das artes no Brasil. São Paulo:Ed. Moderna, 1998.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
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