segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tarsila do Amaral – Vida e Obra.
Nasceu no dia 1º de setembro de 1886, em Capivari- SP numa família rica de barões do café. Tarsila apreciava muito passear pela grande fazenda São Bernardo onde morava. A menina Tarsila, muito viva e inteligente, corria pelos pastos, subia em árvores e dava nome ás grandes pedras arredondadas e aos castos que encontrava perto das fazendas de café. Tarsila fazia bonecas de mato e divertia-se a valer ao lado de seus quarenta gatinhos!
Apesar de morar em uma fazenda, sua vida era requintada. Tudo o que consumia era importado da Europa. Tarsila parecia uma princesinha: tanto seus tecidos de brincar como de passear eram franceses.
Tarsila, seus pais e seus seis irmãos formavam uma família harmoniosa. Sua mãe alegrava o ambiente tocando piano e recontando histórias que lia. Seus pai recitava, com os filhos, versos em francês.
Ainda pequenininha Tarsila fez seu primeiro desenho: uma cesta de flores e uma galinha rodeada de pintinhos.
Aos 16 anos, foi estudar em Barcelona e continuou a fazer desenhos que mostrava aos colegas, dos quais recebia muitos elogios.
Tarsila tornou-se numa mulher bela e inteligente, casou-se e teve uma linda menina chamada Dulce. Depois disso passou a estudar de tudo um pouco: escultura, desenho e pintura. Em pouco tempo, talentosa e dedicada como só ela...Tarsila foi estudar em Paris com os melhores professores de pintura.
Tarsila além de pintar gostava muito de viajar e aprender coisas novas. Gostava também de estar com seus amigos no Brasil. Ela fazia desenhos e pinturas de cada um deles.
Em uma de suas viagens ao Brasil enquanto passeava pelas montanhas alterosas de Minas Gerais, Tarsila descobriu os temas brasileiros que depois se constituíram na alma de sua pintura e partir daí inicia uma fase conhecida como PAU BRASIL, que durou em torno de três anos: são velhas cidades, o homem rude das matas, as flores silvestres e o forte colorido da natureza que se transportam para suas telas com toda vivacidade.
Os tipos humanos , caboclos e negros tipicamente brasileiros e a tranqüilidade das pequenas cidades dentro de combinações de tons rosa e azul encantam quem vê os quadros dessa fase.
Outra coisa que Tarsila gostava de fazer era dar presentes e como surpresa de aniversário para seu marido, o escritor Oswald de Andrade, pintou o quadro Abaporu, em 1928. Só que ela não imaginava que todos ficariam tão espantados com sua obra.
Até a própria Tarsila se perguntava como havia conseguido criar uma figura tão estranha! Talvez fosse uma lembrança de infância, das histórias de assombração ou lendas constadas pelas negras da fazenda em que viveu. Sua emoção deve ter ´´reinventado´´ as histórias na pintura.
A obra Abaporu tornou-se muito famosa e o mais valioso quadro brasileiro. Além disso, deu início ao MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO. A intenção era criar um ser antropófago- e o nome saiu mesmo de um dicionário tupi-guarani que significa o ´´gigante que come carne humana´´. Nesse momento Tarsila pintou telas que mostravam imagens de pureza e de liberdade da infância, provavelmente.
Mas nem tudo foi sempre tão bom para Tarsila. Ela que sempre teve uma vida confortável, passou a ter muitas dificuldades por conta da crise financeira que atingiu o mundo todo em 1929. Nesse período Tarsila correu até o risco de perder a fazenda onde morava e teve que trabalhar para se manter.
Tarsila conheceu o caminho da riqueza para a pobreza e a partir dissodeu início a uma fase artística conhecida como SOCIAL, quando fez pinturas que mostravam a vida difícil e sofrida das pessoas, das crianças, das famílias, dos trabalhadores.
Na década de 40, Tarsila esteve no auge de sua arte. Tornou-se muito famosa e fazia muitas exposições em muitas galerias.
Em 1953, O Parque do Ibirapuera foi completamente remodelado para as comemorações dos 400 anos de São Paulo e Tarsila participou com um mural no evento.
Tarsila tem seu trabalho apreciado e considerado em exposições de arte moderna no Brasil e no mundo.


Referencia

REGO, Ligia; BRAGA, Ângela. Tarsila do Amaral- mestres das artes no Brasil. São Paulo:Ed. Moderna, 1998.

Projeto interdisciplinar sobre Tarsila do Amaral


PROJETO ARTE E SABER


Justificativa
O ensino de Artes na escola ao longo dos tempos tem sido marcado por muitos equívocos pedagógicos.
A escola por muito tempo e ate hoje tem conduzido o ensino de Artes como passatempo, como reforço de outros conteúdos ou apenas por motivos decorativos em alusão as festas comemorativas; mas nunca ou raramente pelo real objetivo dessa matéria: desenvolver a percepção estética nos pequeninos.
O desenvolvimento da percepção estética não deve cair em outro engano: o do ‘’deixar fazer’’. O contato com as texturas e possibilidades de criação artística deve acontecer com liberdade em determinados momentos, mas também de maneira dirigida, propondo alvos e ampliando gradativamente a percepção, a compreensão e habilidade no fazer artístico.
Tal proposta se justifica pela necessidade de articular de maneira eficiente o ensino de artes dentro de uma perspectiva interdisciplinar e lúdica, ampliando assim a visão de mundo e percepção estética da turma.

Objetivos
Segundo O RCNei (Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil):

-interessar-se pelas próprias produções, pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas( regionais, nacionais ou internacionais) com as quais entrem em contato, ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura;
- produzir trabalhos de arte, utilizando a linguagem do desenho,da pintura, da modelagem, da colagem, da construção,desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação.

Outro objetivo deste trabalho focaliza a relação interdisciplinar:
- relacionar as produções artísticas e os conhecimentos aprendidos em sala de aula através de observação e reflexão.

Conteúdos Matemáticos:
-coordenação e discriminação visomotora
-cores primarias e secundarias
- noções de grandeza e posição.
Conteúdos de Linguagem e Expressão:
- vida e obra de Tarsila do Amaral
-expressão oral

Conteúdos de Natureza e Sociedade:
- identidade( diferenças e semelhanças físicas, de gostos e hábitos)
-Hábitos de higiene
-corpo humano(partes do corpo, órgãos dos sentidos)
-Escola( estrutura física, organizacional )


Procedimentos e Duração

O projeto será realizado no prazo de 33 dias letivos.
Segundo o RCNei(Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil) o ensino de Artes deve articular alguns aspectos básicos:
 fazer artístico — centrado na exploração, expressão e comunicação de produção de trabalhos de arte por meio de práticas artísticas, propiciando o desenvolvimento de um percurso de criação pessoal;
 apreciação — percepção do sentido que o objeto propõe, articulando-o tanto aos elementos da linguagem visual quanto aos materiais e suportes utilizados, visando desenvolver, por meio da observação e da fruição, a capacidade de construção de sentido, reconhecimento, análise e identificação de obras de arte e de seus produtores;
 reflexão — considerado tanto no fazer artístico como na apreciação, é um pensar sobre todos os conteúdos do objeto artístico que se manifesta em sala, compartilhando perguntas e afirmações que a criança realiza instigada pelo professor e no contato com suas próprias produções e as dos artistas.

A partir disso o projeto fica assim organizado por etapas:
1) Etapa: apreciação e reflexão- amostra das obras de Tarsila do Amaral instigando quais os quadros preferidos, os detalhes de cada obra que mais chamam atenção, questionamentos, levantar questionamentos sobre os conteúdos aprendidos em sala de aula( noções de grandeza e posição dos objetos na tela, cores usadas, partes do corpo das figuras humanas, qualidades psicológicas das personagens), estatização das obras( representar com o corpo as personagens da obra), sonorizar a obra
-- inicialmente articular o tema escola realizando passeio pela escola, observando os espaços , rotinas, sons, movimentos e representar no papel

2) Etapa: aprofundamento e reflexão- leitura do Livro Encontro com Tarsila( Cecilia Aranha e Rosane Acedo) e do livro Tarsila do Amaral (Angela Braga e Ligia Rego). Pensar nas relações entre a obra e a historia de vida da pintora.
3) Etapa: fazer artístico – refletir mais especificamente sobre as obras Abaporu(1928), a Cuca (1924) e A boneca(1928). Instigar a percepção dos detalhes e compartilhar o histórico dessas obras. Em seguida, os alunos são convidados a produzir versões dessas obras.
- desenho livre com lápis de cor e giz de cera das obras
- estatização caracterizados
-pintura com massa de modelar
-com papel picado ou amassado
-pintura com tinta

4)Etapa: entrevista, apreciação e participação- convidar um pintor que se idêntica com a técnica utilizada nas obras selecionadas e estudadas. Os alunos conversam informalmente com o pintor, que em seguida faz uma pintura diante da turma com a participação dos alunos que darão sugestões de temas e personagens para a obra.
5) Etapa:fazer artístico- escolher seus próprios temas, personagens e materiais para suas produções. Exposição para os colegas e reflexão sobre suas obra e dos colegas. Exposição para pais e outras turmas.


Referencial
REGO, Ligia; BRAGA, Ângela. Tarsila do Amaral- mestres das artes no Brasil. São Paulo:Ed. Moderna, 1998.
Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil /Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Vol. 3 Conhecimento de Mundo— Brasília: MEC/SEF, 1
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sábado, 21 de novembro de 2009

poema para tcc

Poder doce do precioso fruto.Nas cascas dos ouriços, energia poderosa quando o vento na mata urbana sopraDescobre onde cai, a forca do solo, Como pode cair em densas e turvas águas?Acreditem já quase não se encontra terra firme para pisarE o alagado sombrio das incertezasCom o calor e banzeiros faz fenecer o precioso fruto escondido.E o pajé nada sabe fazer pra contar de novo aquelas velhas historias de esperança.Sabedor que essa vida e a busca pelo saber, e saber que saber é mais que apenas saber, é também fazer e fazer bem o bem Essa preciosa semente que não esta naquela terra frouxa, mas firmeSaboroso fruto da alma não achada sob os pés, mas la no alto da castanheiraNos fazendo lembrar o valor dos olhos marejados, das mãos calejadas, e do suor derramado pra de dentro dele arrancar.Desse amor dos céus doador que nos identifica com o criador, embora a ferocidade ao redor seja tamanha.Ajudando com lousa e paciência a outros verem que a brisa da madrugada sopra em todos os rostos .
E que o ouro da juventude não esta na forca de suas cascas
Esta na forca escondida capaz de nutrir uma tribo inteira.
Mas vemos a gurizada mergulhando de cabeça com fome de motivos para lutar,
com a bravura que lhe e própria e passam-se muitas luas e sois...
E continuam todos juntos a sos, sem saber onde parar sua pequena canoa
Nem encontrar a castanha preciosa da vida.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

7ª semana d estágio

A semana foi bem tranquila ,os alunos aos poucos foram se despedindo de nós estagiárias ...a professora agradeceu a ajuda ,pudemos trocar presentes.Pude perceber diferenças sutis mas importantes no trato da professora com relação aos alunos e à maneira de lidar com situações corriqueiras ,com o preparo das aulas .O sorriso em seu rosto se tornou menos raro.

7ª semana d estágio

7ª sem

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

6ª Semana de Estágio -Regência

Essa semana na verdade iniciou no sábado ,quando pudemos (Eu e a Vanessa) organizar a pintura da sala :alguns alunos da escola ajudaram a lixar as paredes e contratamos um profissinal para realizar a pintura.Na segunda -feira iniciei minhas regências,a parte mais interessante foi quando conduzi os alunos a um passeio no entorno da escola para visualizarem as sinalizações existentes nas ruas,eles gostaram muito e pareciam nunca ter participado de algo parecido,embora tão simples.Na terça -feira continuei a regência,depois da aula contactamos um rapaz especialista em grafite que produziu os desenhos de fundo na parede.Na quarta realizamos a pintura com os alunos ,com a ajuda de um profissional que orientou a produção dos desenhos.Estamos bem satisfeitos com o resultado que obtivemos ,apesar não termos alcançado a perfeição ,ou pelo menos o minimo de falhas,contudo chegamos bem perto daquilo que planejamos executar.Foi uma experiência enriquecedora ,tanto para nós estagiárias ,para a professora titular,para a direção e principalmente para os alunos ,que temos certeza guradarão com saudade por toda a vida acadêmica as lições aprendidas e a experiência dessa atividade.

5ª Semana de Estágio

Essa semana foi tranquila ,a Profª titular da sala deu aula apenas na segunda -feira ,e a Vanessa Iniciou sua regência na terça e na quarta ,na quinta -feira eu dei aula no 3º ano ,pois a professora havia faltado.